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Houve sempre quem dissesse
O que salva.
Profecias
Regeneraram o mundo.
Degeneraram.
O caminho a verdade e a vida
Foram sementes que voaram
Espalhando o sêmen
De um só homem.
Amamos o deus
De muitos deuses.
Mas, antes, dançamos
Mistérios na relva
Múltiplos, sacrificados.
Antes que o mar dragasse
A fúria dos deuses
Outros muitos assomaram
Violentando estrelas.
Até que as águas,
Onde todos nos miramos,
Devolvessem os reflexos de Narciso.
Até que,
Arrebatando-se, descalça,
Teresa…
Tenho pra mim que a santa
Alforriou-se no transe.
Oferto, por isso,
Nudez e véu.
Meus pés, asas.
O êxtase de dizer ao corpo
Liberdades,
Perdições.