Quando, nas praias, o alvo
é o imenso deserto.
Branco da espumareia:
insonoro oásis, sem fetiches,
sons desvanecidos.
Pálidos, os corpos submergem
na inaudível paisagem
desabitada dos sonhos.
Áridos, os sonares emitem
surdos encontros.
Quando, nas praias, o alvo
é o imenso deserto.
Branco da espumareia:
insonoro oásis, sem fetiches,
sons desvanecidos.
Pálidos, os corpos submergem
na inaudível paisagem
desabitada dos sonhos.
Áridos, os sonares emitem
surdos encontros.
Parece-me difícil viver assim, as vezes eu necessito de fetiches e do mito para conseguir navegar.
Ritmo perfeito em tua escrita
abraços
Todos os versos são bonitos. Emocione-me quando os corpos (afogados) começaram a submergir desse lugar nenhum que é o sonho – ermo, desabitado “quando o alvo é o deserto”. Porém os surdos encontros. Que beleza isso…
“o alvo é o imenso deserto… Áridos, os sonares emitem surdos encontros.”
Isso impactou bastante em mim, como todo poema, mas aqui me pareceu o núcleo (na minha leitura, claro).
Tanta pela beleza das imagens como pela profundidade que alcança, um poema notável.
Beijo, Beta!