Quando nas praias…

Quando, nas praias, o alvo

é o imenso deserto.

Branco da espumareia:

insonoro oásis, sem fetiches,

sons desvanecidos.

Pálidos, os corpos submergem

na inaudível paisagem

desabitada dos sonhos.

Áridos, os sonares emitem

surdos encontros.

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3 thoughts on “Quando nas praias…

  1. Todos os versos são bonitos. Emocione-me quando os corpos (afogados) começaram a submergir desse lugar nenhum que é o sonho – ermo, desabitado “quando o alvo é o deserto”. Porém os surdos encontros. Que beleza isso…

  2. “o alvo é o imenso deserto… Áridos, os sonares emitem surdos encontros.”

    Isso impactou bastante em mim, como todo poema, mas aqui me pareceu o núcleo (na minha leitura, claro).

    Tanta pela beleza das imagens como pela profundidade que alcança, um poema notável.

    Beijo, Beta!

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