O dia é uma máscara
e a noite segue
redesenhando um rosto
no rosto;
por sobre os artifícios
todos – vão caindo;
a madrugada chega
ao chão desfigurada,
à fantasia.
O dia é uma máscara
e a noite segue
redesenhando um rosto
no rosto;
por sobre os artifícios
todos – vão caindo;
a madrugada chega
ao chão desfigurada,
à fantasia.
Sempre de uma imensa sensibilidade e beleza. Mesmo em mínimas palavras. Adorei
Edu, obrigada. Pude agradecer pessoalmente, que bom, suas palavras e presença sensível. Beijos, querido.
” E quando amanhece será que vestimos outra”
Gosto da ideia contida neste poema, lembra-me a ideia de movimento contido na filosofia
de Heráclito, a ideia de que tudo flui…aqui as mascaras caem na madrugada, a noite é a
verdade, por seu silêncio e seu rosto escuro que não produz sombras mas que nos desenha
o rosto quase de forma imperceptível, perder as mascaras na noite, deixar que a noite nos
faça despir, deixar que o dia esteja no seio da madrugada, saindo da mascara desfigurada,
eterno retorno…viajei…
beijos com carinho
Viajou não, como te disse. Eterno retorno: a ponto da máscara que cobre o dia não ser mais que própria face desfigurada da madrugada.. Bjo, Sandrio. Obrigada pela presença.
E o amanhecer é sempre de criação.
Torcendo por isso.
oi, roberta. sou amiga da fabi turci… sempre que lembro passo aqui pra ler. adoro o modo como você observa e entra nos detalhes. lindo.
Raquel, obrigada, pelas palavras ou na presença silenciosa. Feliz por ter captado o sumo, da observação, os detalhes vivendo dentro. Bem-vinda. Bjs.